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quinta-feira, 5 de abril de 2018

O que é saudade?


Marcelo contando para mim pelo Whatsapp:
Neném olhou para para ele de manhã e perguntou:

- "Cê vai trabaia"?
- Vou neném por quê?
- Quando você sai eu choro.
- Mas por que filho? Não precisa chorar!
- Eu fico com saudade!

E abraçou ele.

Resumo da história:
Saiu atrasado de casa porque ficou vendo desenho com o nenê deitado na cabeça dele.

A saudade não passa. A saudade é coisa pequena, é coisa grande, é detalhe. Mas está lá, a cada minuto da nossa vida. É ruim e também a melhor coisa que podemos sentir, especialmente quando podemos "matar" a bendita.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Contos de Anthony

No carro

Entrei no carro, depois do trabalho e ele saltou para o meu colo. Não lembro com exatidão o que eu conversava com o Marcelo, mas o Anthony virou e falou:
- Ê, mulher!
Eu, surpresa, retruquei:
- Opa, não é mulher; é mamãe!
- É mulher - retrucou.
- É mamãe.
- Mas você é mulher e eu sou menino.
Silêncio.
- É...eu sou mulher. Mas ainda sou sua mamãe, seu menino danado!
E morremos de rir.

Na casa dos avós paternos

Correndo pelo quintal, Anthony fez alguma estripulia e gritou:
- Vovó, vem ver! Vem ver!
- Calma que estou cozinhando a carne!
Impaciente, foi até a cozinha, pegou a avó pela mãe e falou:
- Vem cá, minha filha!

Na casa dos avós paternos 2

Andando na praça com o avô, ele viu flores.
- Olha, vô, que linda! Pega. Vai vô pega! Para dar para a vovó!
- Folgado!

Na casa dos avós paternos 3

Chegou com as flores em mãos e avistou a vó.
- Tó, vovó - falou, todo orgulhoso de si.
- Ah, que lindo! Obrigada! - agradeceu.
- Abaixa, para me beijar.
hahahahahahaahhaha

Paixão por livros

Com uma tia professora e apaixonada, subimos para conhecer o armário de livros dela. Eram muitos e dos mais variados! O olho do Anthony brilhou e ficou literalmente chafurdando nos livros. Foi quanto ele achou um que tínhamos e que eu costumo ler para ele, o "Dorme menino, dorme". Ele pegou o livro, suspirou e falou:
- Mamãe, eu tenho esse! Eu gosto!
- Eu sei, meu amor...
Ele sentou, abriu o livro e começou a passar as páginas. Ele chegou numa página e falou:
- Não chora menino.
E estava escrito exatamente o que ele falou.
Passou mais uma página.
- Mas e se os pássaros não cantarem? - falou.
Eu e a tia Fernanda ficamos estupefatas. Chocadas. Com medo.
Ele falou exatamente o que estava no livro. Pura memória!
Detalhe: a última vez que li esse livro para ele foi em novembro do ano passado!
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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Presente de natal para bebê

Estávamos na cama conversando quando perguntei o que Anthony pediria de presente para o Papai Noel neste ano.

- Um short - ele respondeu, sem hesitar.
- Só isso? - disse, surpresa.
- Sim.

Quando sentei na cama, me lembrei do papo da noite anterior, quando ele disse que precisava de pijamas.

- Ah, filho, e pijama?
- Sim! Dois! E só.

Mas gente. ¯\_(ツ)_/¯


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Body paçoca Amor (da mamãe)

Comprei o body mais lindo do universo para meu filho, de 2 anos e 4 meses: da paçoca Amor (da mamãe).

Ele odeia ser chamado de Paçoquinha, apelido dado pelo meu irmão e cunhada. Ainda assim comprei porque o body tem o tamanho dele e eu sentia saudade de vestir um nele.

Em casa, ele vestiu sem pestanejar porque não falei a palavra paçoca... Ele focou no coração. Ótimo! Claro que ele ficou maravilhoso...Dormimos.

Quando meu marido chegou em casa do trabalho - ele que é responsável por preparar o Anthony para a escola - já chegou rindo e falando sobre o acontecimento matinal.

- Papai. Papai?
- Oi, filho.
- Cadê mamãe? Tabaiá?
- Foi, ela já saiu...
- Tira o coração?

Às 7h10 a criança já estava pronta para ir à escola.

AHAHAHAHHAHAHAHAH ME DIZ COMO PODE?
Sem mais.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

"Peidei"



Eu estava no caixa para passar o cartão para pagar a compra de um protetor solar.

Anthony estava ao meu lado, quietinho, olhando o ambiente. De repente ouvi um estrondo. Ele puxou minha calça e disse:

- Mamãe, peidei. Rá rá rá!

Eu, com o olhar nele, dei risada porque não consegui segurar e falei:
- E precisa anunciar?

A moça do caixa deu um sorriso amarelo e, de novo, outro estrondo.
- Mamãe, peidei de novo. RÁ RÁ RÁ RÁ.

Caímos na gargalhada. Fazer o quê?

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Acabou a brincadeira

O avô estava sentado no sofá, brincando com o Anthony e assistindo TV. Ambos estavam felizes e contentes quando, do nada, Anthony levanta, pega o controle, aponta para a TV e fala para o avô:

- Acabou a brincadeira, tá bom? Tá?

E desligou a TV.

via GIPHY

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Contagem com fome

Anthony é um nenê econômico. Desde que o ensinei a guardar as "monhedas" no cofrinho, ele fica animado ao ver toda e qualquer "monheda".

No quarto da vó ele ganhou alguns centavos.

Chegou na sala e foi contar quanto ganhou:

- Um, dois, três, (pensa), doze, treze, batata...FRITA!

HAHAHAHHAHAHAHAAHHAHAHAAHHAHAHA

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O drama do desmame

Após a consulta ao pediatra, numa sexta-feira, descobrimos que agora é o momento do desmame pela doutora e pela dentista. Aos dois anos, agora a preocupação é com cáries, já que o leite materno é bem doce e o Anthony ainda mama de madrugada.

Durante a semana ele vai à escola e só mama de manhã - às vezes, à noite e de madrugada, duas vezes, em média.

No sábado, como passei o dia trabalhando, não tivemos tanto problema, já que nos finais de semana ele costuma mamar em livre demanda.

No domingo, como passamos o dia juntos, ele mamou de manhã, às 7h e pediu de novo às 9h. Neguei.

- Mamãe, qué mamá, pufavô? Pufavô, tá bom?
- Não, Anthony. Agora você vai mamar só quando o relógio der 12h.

Saí andando pelo corredor da casa dos meus pais e ele atrás, choramingando:
- Para com isso, mamãe! Para com isso! Pufavô!

Se a criança não é canceriana, não sei mais o que é um drama canceriano.
Morri de rir. Mas ele só mamou às 12h.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Eu não sou bebê!

 - Você fez "totô", "dodu"? - perguntou o avô.

A criança, no auge dos seus dois anos de idade, encarou e disse:
- Vovô, num é "totô", é cocô.


terça-feira, 25 de julho de 2017

Um dia no supermercado com o bebê Anthony

Estamos passando a última semana de férias do bebê Anthony na casa dos meus pais, que resolveram fazer uma comprinha mais avantajada. Adivinhem quem foi junto? Ele mesmo: o bebê que só solta pérolas quando abre a boquinha cheia de dentes.



Caso 1:
Ele anda pelo corredor do mercado quando entra em um que só tem comidas "besteira" e faz sua própria compra, com toda a sua pompa de nenê, dizendo:

✓Toddynho
✓ Kut (Yakult)
✓bala (Balinhas Fini)
✓ Picoca (Pipoca)

Tudo arremessado diretamente no carrinho. Literalmente arremessado.

Caso 2: 
É hora de pagar pela compra.

O vovô passa a caixa de leite e senta o nenê em cima da caixa dentro do carrinho, enquanto ele diz:

- Qué toddynho.

A vovó diz para esperar passar o produto antes de consumir (postura que temos adotado para implantar disciplina na vida dele a meus pedidos).

Mas ele insiste:
- Qué toddynho.
- A tia tem que passar na máquina e depois você beber seu toddynho, Anthony - responde minha mãe.


Na mesma hora ele levanta e fala:

- Titia, passa? Passa o toddynho? Tá? Tá bom?


E bebeu.

Caso 3:
Uma senhora que tinha passado antes no caixa havia esquecido de uma caixinha de gelatina e voltou para buscar enquanto meus pais já passavam as compras deles.

Ela pegou a caixinha e tentou sair, quando o Anthony chama o avô:
- Vovô! Ela "pigô"! Ela  "pigô"! - apontando como se a senhora estivesse assaltando ele.
- Vovôoooo!

Caso 4:
Na saída do mercado havia uma daqueles benditas máquinas de bolinhas a R$1. Ele sempre pede uma, mas eles não tinham moedas.

- Vovó, "monheda, a boinha"!
- A vovó e o vovô não tem moedas aqui, bebê.
- O "caitão".



Chego em casa logo em seguida do retorno deles do mercado, com ele em pé ao lado das compras, quando ele dispara, apontando para os itens selecionados por ele:
- Compei.

Preciso falar mais alguma coisa? ahahahahahahah