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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

"Peidei"



Eu estava no caixa para passar o cartão para pagar a compra de um protetor solar.

Anthony estava ao meu lado, quietinho, olhando o ambiente. De repente ouvi um estrondo. Ele puxou minha calça e disse:

- Mamãe, peidei. Rá rá rá!

Eu, com o olhar nele, dei risada porque não consegui segurar e falei:
- E precisa anunciar?

A moça do caixa deu um sorriso amarelo e, de novo, outro estrondo.
- Mamãe, peidei de novo. RÁ RÁ RÁ RÁ.

Caímos na gargalhada. Fazer o quê?

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Acabou a brincadeira

O avô estava sentado no sofá, brincando com o Anthony e assistindo TV. Ambos estavam felizes e contentes quando, do nada, Anthony levanta, pega o controle, aponta para a TV e fala para o avô:

- Acabou a brincadeira, tá bom? Tá?

E desligou a TV.

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Contagem com fome

Anthony é um nenê econômico. Desde que o ensinei a guardar as "monhedas" no cofrinho, ele fica animado ao ver toda e qualquer "monheda".

No quarto da vó ele ganhou alguns centavos.

Chegou na sala e foi contar quanto ganhou:

- Um, dois, três, (pensa), doze, treze, batata...FRITA!

HAHAHAHHAHAHAHAAHHAHAHAAHHAHAHA

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O drama do desmame

Após a consulta ao pediatra, numa sexta-feira, descobrimos que agora é o momento do desmame pela doutora e pela dentista. Aos dois anos, agora a preocupação é com cáries, já que o leite materno é bem doce e o Anthony ainda mama de madrugada.

Durante a semana ele vai à escola e só mama de manhã - às vezes, à noite e de madrugada, duas vezes, em média.

No sábado, como passei o dia trabalhando, não tivemos tanto problema, já que nos finais de semana ele costuma mamar em livre demanda.

No domingo, como passamos o dia juntos, ele mamou de manhã, às 7h e pediu de novo às 9h. Neguei.

- Mamãe, qué mamá, pufavô? Pufavô, tá bom?
- Não, Anthony. Agora você vai mamar só quando o relógio der 12h.

Saí andando pelo corredor da casa dos meus pais e ele atrás, choramingando:
- Para com isso, mamãe! Para com isso! Pufavô!

Se a criança não é canceriana, não sei mais o que é um drama canceriano.
Morri de rir. Mas ele só mamou às 12h.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Eu não sou bebê!

 - Você fez "totô", "dodu"? - perguntou o avô.

A criança, no auge dos seus dois anos de idade, encarou e disse:
- Vovô, num é "totô", é cocô.


terça-feira, 25 de julho de 2017

Um dia no supermercado com o bebê Anthony

Estamos passando a última semana de férias do bebê Anthony na casa dos meus pais, que resolveram fazer uma comprinha mais avantajada. Adivinhem quem foi junto? Ele mesmo: o bebê que só solta pérolas quando abre a boquinha cheia de dentes.



Caso 1:
Ele anda pelo corredor do mercado quando entra em um que só tem comidas "besteira" e faz sua própria compra, com toda a sua pompa de nenê, dizendo:

✓Toddynho
✓ Kut (Yakult)
✓bala (Balinhas Fini)
✓ Picoca (Pipoca)

Tudo arremessado diretamente no carrinho. Literalmente arremessado.

Caso 2: 
É hora de pagar pela compra.

O vovô passa a caixa de leite e senta o nenê em cima da caixa dentro do carrinho, enquanto ele diz:

- Qué toddynho.

A vovó diz para esperar passar o produto antes de consumir (postura que temos adotado para implantar disciplina na vida dele a meus pedidos).

Mas ele insiste:
- Qué toddynho.
- A tia tem que passar na máquina e depois você beber seu toddynho, Anthony - responde minha mãe.


Na mesma hora ele levanta e fala:

- Titia, passa? Passa o toddynho? Tá? Tá bom?


E bebeu.

Caso 3:
Uma senhora que tinha passado antes no caixa havia esquecido de uma caixinha de gelatina e voltou para buscar enquanto meus pais já passavam as compras deles.

Ela pegou a caixinha e tentou sair, quando o Anthony chama o avô:
- Vovô! Ela "pigô"! Ela  "pigô"! - apontando como se a senhora estivesse assaltando ele.
- Vovôoooo!

Caso 4:
Na saída do mercado havia uma daqueles benditas máquinas de bolinhas a R$1. Ele sempre pede uma, mas eles não tinham moedas.

- Vovó, "monheda, a boinha"!
- A vovó e o vovô não tem moedas aqui, bebê.
- O "caitão".



Chego em casa logo em seguida do retorno deles do mercado, com ele em pé ao lado das compras, quando ele dispara, apontando para os itens selecionados por ele:
- Compei.

Preciso falar mais alguma coisa? ahahahahahahah

terça-feira, 11 de julho de 2017

Sentido literal

Era o dia do aniversário da tia Fernanda. Anthony corria feliz pelo quintal, quando resolveu sentar na poltrona da sala.

Atento, olhou o movimento, quando de repente chegou uma amiga da família para puxar papo com o pimpolho:

- Oi, Anthony!
- Oeeee! - respondeu ele.
- Está aí porque? Conta pra mim!

Sem relutar, o bebê respondeu:
- Um, dois, tês, cato, cincu.

Não consegui nem dizer nada, afinal, ela pediu para contar, ele contou. ahhahahahaha

terça-feira, 4 de julho de 2017

"Fafavô, bigadu"!

Anthony e o padrinho foram até o petshop comprar novos peixinhos para o aquário montado especialmente para ele na casa dos avós.

Serelepe, Anthony só queria correr. Ao chegar no petshop, na esquina da casa, o bebê, no auge dos seus 2 anos de vida, aquietou e observou calado a movimentação dos bichinhos.

Escolheram dois. Um azul bebê e outro preto, com uma cauda que parecia um vestido de gala.

Resultado de imagem para peixe desenho colorido
Chegaram ao caixa e o padrinho tirou o cartão do bolso. Anthony adora cartões.

- Padinho, caitão! - vibrou, estendendo a mãozinha.
- Claro, nenê, pega!

Ele nem pensou: agarrou o cartão, se dirigiu ao vendedor e disparou:
- Pega, fafavô. Bigadu.

E descobrimos que eles prestam atenção nas nossas orientações...

segunda-feira, 5 de junho de 2017

O sinônimo de amor: Anthony


Um domingo que parecia um qualquer, comum, ao lado da família. Dia gostoso, de sol, um fresquinho e típico ar junino.

Como de costume estávamos sentados na sala e eu estava com o Anthony no colo, enquanto ele falava, brincava, mamava, não nessa ordem, e às vezes tudo ao mesmo tempo.

Por um momento, ele parou com tanta algazarra e se distraiu mexendo nos meus cabelos (de quem havia acabado de acordar). Mexia, carinhoso, colocava os fios para trás e, em alguns momentos, colocava atrás da minha orelha.

Quando passou todos aqueles que ele conseguia enxergar para trás, olhou nos meus olhos, bem fundo, tão fundo que foi daqueles olhares que doem ao enxergar sua alma. Colocou bem levemente suas mãozinhas gordinhas de bebê nas minhas bochechas.

Fez carinho no meu rosto todo e me olhou de novo, disparando:

- Eu te amo.

Foi como um tiro no meu coração. Chorei. Chorei tanto que considero esse momento, depois do nascimento dele, o momento mais emocionante da minha vida.

Um eu te amo genuíno, sem querer nada em troca, sem cobrança, sem exigências... Ele falou porque sente.

É grande isso. Espero que todos tenham um momento desse na vida. Posso dizer que estou completa. Mais que nunca.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Febre no bebê: aprendemos na marra o que não fazer

Bebê Anthony esteve gripado por conta da mudança do tempo. Eu e o Marcelo somos amantes do frio, mas depois que tivemos um nenê - não que o amor tenha diminuído - começamos a ficar mais apreensivos.

Na noite de segunda-feira, enquanto estava no ônibus voltando para casa, recebi uma mensagem do Marcelo avisando que Anthony estava com febre. Cheguei em casa e medicamos com a Novalgina Infantil. Tudo ok.

Nós brincamos, ele jantou, e seguimos a rotina. 

Às 1h50 ele acordou, do mesmo jeitinho de sempre. Me olhando do bercinho. Levantei, como de costume, para pegá-lo e dar de mamar. Ele tremia muito!

Na hora falei com o Marcelo: "amor, essa onda de o Anthony não gostar de cobertor é uma bosta. Acho que ele estava passando frio", comentei. Mesmo eu deixando ele razoavelmente agasalhado, já que ele sua bastante, sempre.

Deitei ele, ele começou a mamar, mas estava com o olhar esquisito. E tremia muito. Ficamos assustados demais! Na hora levantamos para pegar o termômetro e deu 36,2º. Gritei: "Ele está com hipotermia!". Enrolei no cobertor e nada. Então corremos, arrumamos as coisas e chamamos um Uber para ir até o Hospital Alvorada, o mais próximo de casa.

Por cima do pijama dele coloquei um moleton e embrulhei ele no cobertor. Antes que pudéssemos fechar a porta de casa, ele começou a vomitar MUITO. Que desespero em sentir a barriguinha dele fazendo força...muita dó.

Durante o percurso, ele esquentou. Como eu tinha colocado o termômetro dentro da bolsa, pedi para que o Marcelo pegasse. E então... 39,9º. COMO PODERIA SER?

Desespero. Chegamos e fomos atendidos prontamente, triagem e ele acabou tomando uma Dipirona intramuscular para que a febre cedesse. Mais uma dó: chorou como se não houvesse amanhã.

Após uma hora fomos chamados para ser atendidos pela pediatra. Explicamos e então veio a bomba: medicamos errado.

Ela nos explicou que 37,7º não é nem considerado febril. Para medicar precisamos estar com NO MÍNIMO, 37,8º. Mais ideal ainda 38º. Aconteceu que, pelo fato de ele não estar febril o medicamento fez com que a temperatura corporal dele baixasse e, de repente, aumentasse. Ou seja, de hipotermia a uma quase convulsão.

"Proteção demais também não é bom", disse ela.

Ficou de lição. Espero que sirva para vocês também.